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Quais são os tipos de agência na comunicação?

O mercado de comunicação, marketing e publicidade tem se pulverizado ao ponto de abrigar, cada vez mais, diferentes modelos de agências.

E o que tem provocado isso é o surgimento de novas categorias e formatos de mídia, tecnologias e estratégias de marketing.

Há 10 anos, esse mercado ainda não lidava com digital influencers, Instagram, mídia programática, Inbound marketing e tantos outros elementos que apareceram ou ganharam popularidade na última década.

Esse cenário de transformação mostrou que as tradicionais agências de publicidade podem não ser suficientes, muitas vezes, para ajudar os anunciantes a atingir determinados objetivos de marketing.

Por essa razão, vamos listar aqui os tipos de agências que existem atualmente, suas principais competências e como elas se adequam às diferentes demandas dos anunciantes.

 

1. Agências de publicidade

Aqui, temos os modelos mais antigos e tradicionais de agências. Desde o século 18, as agências de publicidade ou propaganda cuidam do planejamento, criação, compra de mídia e execução de campanhas publicitárias para outras empresas.

O papel da agência de publicidade é ser um intermediário na relação entre os clientes e os veículos de comunicação. Ela também faz a ponte e coordena o trabalho de produtoras, gráficas e outros fornecedores por ordem dos anunciantes.

As agências de publicidade devem fazer a melhor destinação das verbas publicitárias dos clientes. Para isso, elas são responsáveis por criar as peças e selecionar os veículos e pontos de mídia que melhor divulguem os produtos, serviços, ideias e informações solicitadas pelos anunciantes. 

Essa é a agência que, normalmente, vai cuidar das suas campanhas e anúncios na TV, na internet, na mídia out-of-home e em outros meios. Seu perfil é mais generalista mesmo.

 

2. Agências de comunicação

As agências de comunicação possuem um escopo mais amplo do que as agências de publicidade. 

Elas vão te entregar campanhas publicitárias, mas, da mesma forma, cuidarão de propagandas institucionais, gestão de marca, relações públicas e comunicação interna da sua empresa.

Trata-se de uma atuação que não seja puramente comercial, como também institucional.

 

3. Agências full service

As agências full service, ou agências 360º, são as que possuem o maior leque de serviços entre os modelos de agências.

Elas são capazes de entregar o que uma agência de publicidade e de comunicação entregam, mas com alguns adicionais.

As full service possuem equipes multidisciplinares que unificam as competências necessárias para tocar toda a comunicação e o marketing de um cliente.

Essas agências podem desenvolver sites, automatizar o marketing digital, promover eventos, criar embalagens, executar ações promocionais em pontos de venda e, claro, gerir campanhas publicitárias em meios digitais e físicos.

Para quem possui demandas de marketing mais robustas e em um maior volume, as full service podem ser boas opções.

 

 

4. Agências in house

As “houses” são as agências que atendem a um único cliente. Elas podem formar um departamento de uma empresa com autonomia para tocar os seus projetos de comunicação e marketing.

Google, Apple, Intel, Unilever e Nubank são exemplos de empresas que montaram suas próprias agências in house.

Mas um ponto a se destacar é que a participação das agências de publicidade não morre com a adoção das houses. Demandas específicas, como o agenciamento na compra de mídia, podem ser contratadas pelas in house. 

Além disso, as agências de publicidade podem montar times dedicados para atuarem como houses nos clientes/anunciantes.

A vantagem desse modelo é a vivência mais próxima dos profissionais de marketing com o time interno dos clientes, o que pode trazer mais agilidade para a entrega de projetos. Por outro lado, a manutenção de uma agência interna pode ser mais cara e burocrática.

 

5. Agências de relações públicas

A função das agências de RP é fazer com que seus clientes consigam transmitir, para o público interno e externo, a imagem que desejam para suas marcas, produtos e projetos.

Para isso, as agências de relações públicas montam planos de comunicação, gerem redes sociais, gerenciam crises, redigem press releases, buscam contatos, parcerias e espaços em veículos de comunicação.

Muitas vezes, as RPs gerem o trabalho de assessoria de imprensa de uma empresa.

 

6. Agências de marketing digital

As agências digitais são as que cuidam do desenvolvimento criativo, técnico e analítico de estratégias de marketing digital para outras empresas.

Na prática, as agências de marketing digital podem criar e desenvolver sites, gerenciar campanhas de Google Ads, produzir conteúdos para redes sociais, relacionar-se com os seguidores, gerir SEO, monitorar os resultados no Analytics, entre outros serviços.

Essas agências são mais indicadas para as empresas que possuem e-commerces, sites, blogs, produtos digitais e atuações estratégicas em redes sociais.

 

7. Agências de conteúdo

Nesse modelo, estão as agências focadas na redação de conteúdos para outras empresas. Essas agências trabalham sob o prisma do Inbound marketing e do marketing de conteúdo.

Elas produzem vídeos, artigos para blog, posts para redes sociais, e-books, infográficos, e-mails, podcasts, textos para campanhas publicitárias e outros formatos.

Seus objetivos são trazer mais engajamento para as marcas, fazer as empresas serem autoridade em seus mercados, educar seus públicos e, claro, gerar leads mais qualificados.

 

 

8. Agências de design

Se há as agências focadas na redação, também há as especialistas em design. O seu papel é aliar usabilidade e atratividade em todos os conteúdos e pontos de contato visual de uma marca com o seu público.

Uma agência de design pode cuidar desde o criativo de um anúncio em outdoor, passando pela diagramação de um infográfico até o UX de um aplicativo de uma empresa.

Tanto nesse grupo quanto no modelo anterior (das agências de conteúdo), é comum ouvirmos a denominação de boutiques criativas ou hubs de criação. 

 

9. Agências de social media

O nome é bem autoexplicativo, mas é sempre bom validar que as agências de mídias sociais são as que cuidam da atuação de uma empresa nas redes sociais, como Facebook, Instagram, YouTube, Twitter, etc.

Essas agências vão trabalhar o relacionamento entre marcas, influenciadores e pessoas nas mídias sociais. Elas vão estabelecer não só a forma como essas empresas se comunicam nas redes, mas também montarão calendários editoriais, agendarão publicações, responderão ao público, cuidarão de campanhas impulsionadas, etc.

 

10. Agências de desenvolvimento web

Se está difícil encontrar profissionais de T.I. ou agências que manjem de programação, existem também as agências de desenvolvimento.

Criação, implementação e otimização de apps, sites, blogs e e-commerces são algumas das funções mais comuns das agências tech.

Sendo mais específicos, essas agências vão cuidar da integração de sistemas, criação de layout, configuração de sistemas e da usabilidade de aplicações na web.

 

 

11. Agências de live marketing

Saindo um pouco da esfera digital, vamos falar das agências de live marketing. Elas são responsáveis por todas as ações que promovem a “experiência de marca” em tempo real.

Essas agências vão ser responsáveis pelas ações promocionais dos anunciantes em eventos, feiras, congressos, pontos de venda e redes sociais. Entre essas ações, destacam-se as ofertas de degustação, brindes e personalização de embalagens. Enfim, a ideia é associar essas experiências e sensações às marcas anunciantes de forma positiva.

Assim como as agências de publicidade, de comunicação e full service, é comum ver essas empresas planejando e intermediando campanhas publicitárias.

 

12. Agências de branding

As agências de branding focam exclusivamente na construção e gestão de marcas. Essas agências vão apoiar outras empresas a desenvolver propostas de valor, posicionamento, identidade visual, brand persona, tom de voz e tudo que se refere à estratégia de marcas e produtos.

Para quem busca uma maneira de organizar, estruturar e facilitar a comunicação de uma marca com seus públicos de interesse (clientes, colaboradores, fornecedores, imprensa e investidores), as agências de branding são de grande ajuda.

Seu escopo é bem parecido com as agências de publicidade, comunicação e RP, mas a diferença é que as de branding não vão tocar campanhas publicitárias/comerciais e nem fazer a intermediação com a imprensa, por exemplo.

 

13. Agências de endomarketing

As agências de comunicação interna são as que planejam, criam e executam ações de marketing voltadas para os colaboradores de uma empresa.

Na prática, essas agências podem auxiliar na criação de manuais de onboarding de funcionários, palestras motivacionais, pesquisas de satisfação, conteúdos para o público interno e quaisquer outras atividades que melhorem o clima organizacional.

 

14. Agências de OOH

São as agências que ajudam na concepção de anúncios em out-of-home, além de planejar, negociar com veículos e executar campanhas pensadas exclusivamente nos formatos de mídia exterior, como relógios de rua, outdoors, abrigos e painéis em metrô.

Elas costumam atuar como uma ponte entre as agências e os veículos, sendo um braço especializado em mídia OOH

Apesar de a NOALVO entregar serviços parecidos com as agências de OOH, a principal diferença está no fato de sermos uma startup de tecnologia para planejamento, execução e mensuração de campanhas de mídia exterior. Temos um comprometimento maior com a entrega de planos de mídia mais bem segmentados e com o aproveitamento de dados geolocalizados e de redes sociais.

 

 

Saiba como direcionar suas escolhas

O excesso de opções para satisfazer nossas demandas já foi até tema de livro (O Paradoxo da Escolha, de Barry Schwartz). Na obra, o autor questiona até que ponto o excesso de alternativas nos dá liberdade e controle sobre as nossas escolhas.

É aí que fazemos um paralelo com mercado publicitário, onde começamos a enxergar esse cenário com a alta quantidade de agências que surgem por aí. Além disso, ainda tem os modelos de agências que compartilham das mesmas competências, o que pode gerar uma confusão ainda maior.

Entretanto, se você dominar bem suas reais necessidades e recursos, a tomada de decisão será menos dolorosa.

Por exemplo, se você é uma universidade e só tem interesse em fazer campanhas sazonais para divulgar seus vestibulares, uma agência de publicidade será o suficiente para atender suas demandas.

Por outro lado, se você é um varejista físico, já conta com uma agência de publicidade e tem interesse em montar uma operação robusta de e-commerce, a agência de desenvolvimento web será a melhor escolha. 

Percebe que a seleção por agências com um maior escopo ou pelas mais especializadas passa única e exclusivamente pelo que você quer e pelo que tem na mão? 

E aí, você acha que faltou algum modelo de agência aqui? Se quiser nos ajudar com esse levantamento, deixe o seu comentário por aqui 😉